quinta-feira, 23 de junho de 2011

Iniciativa

Este é o primeiro episódio do Programa Iniciativa. Ele aborda as iniciativas cidadãs do centro-oeste mineiro. No primeiro programa, aborda o Programa Música Ambiente da Funedi/Uemg.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Programa de debate "Lados Opostos"

 
O Programa Lados Opostos foi produzido pelo grupo composto por Tatiane Fonseca, Vicente de Paula e Wanderson Brandão. O tema do debate foi a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalista e contou com a participação dos jornalistas Max Myller e Elvis Gomes, funcionários da Funedi/UEMG.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aberta a CPI dos brasileiros

Marina de Morais

Ver a charge de Bello sobre Palocci e o “Minha Casa Civil Minha Vida – programa de enriquecimento fácil” me fez refletir sobre a situação atual do país no que diz respeito à  política. Nós, brasileiros, temos a péssima mania de transferir a nossa culpa para os outros, quando este “outro” é o Governo, seja em qualquer uma de suas instâncias, federal, estadual ou municipal, essa transferência parece ficar ainda mais forte.
 
 
A história mostra que o povo brasileiro lutou durante décadas para poder se expressar livremente, para poder votar em quem governar, para chegar à chamada democracia. Democracia essa que parte do pressuposto que todos são obrigados por lei a votar. Um paradoxo, mas essa ainda não é a questão central. Parecemos um cachorro correndo atrás de carro, em que quando o carro para não sabemos o que fazer. É assim também com a democracia. Quisemos votar. Pudemos. Agora que podemos, queremos reclamar dos políticos e do seu feio costume de roubar dinheiro público. Não estou aqui fazendo apologia ao roubo, muito menos aos políticos. O que precisa ficar claro para todos nós brasileiros é que quem nos governa é quem nós escolhemos, em que nós votamos.

Então, é claro que eu ouvirei o comentário: “Mas o Palocci é Ministro da Casa Civil, foi escolhido por Dilma e não por mim”. Certo, mas o que nos faz pensar que a única coisa que podemos fazer é ficar de braços cruzados, como diria Chico Buarque, “esperando a festa, esperando a sorte, esperando a morte”? Ir para as ruas, exigir dos políticos o que nos é de direito? Nem pensar. É melhor ficar em casa para assistir a televisão e ver as cenas do próximo capítulo do Mensalão. E aí vamos às ruas, mas claro, para conversar com o vizinho sobre a vergonha que é nosso país. Como se não fossemos nós, o povo, quem decidisse o que acontece nele.

O fato é que assumimos não só essa postura de criticar os políticos (e claro, quando somos do partido oposto mais ainda) como também a postura de nos acomodarmos às situações e esperar que alguém faça por nós o que apenas nós podemos fazer.
 
 
Manifestações virtuais sobre os políticos acontecem, mas os resultados não. Enquanto nós não entendermos que o que é público é de todos, (e isso vale entendermos que cuspir na rua além de ser um ato que nem os homens das cavernas faziam diz respeito ao nosso próprio espaço), não conseguiremos sair do lugar. Cuspir na rua é como cuspir no chão da própria casa. E tem gente que ainda acha bonito sujar e maltratar praças e ruas. Não entendemos que os únicos prejudicados seremos  nós mesmos. Isso também funciona na política. Quem nunca ouviu a frase “vou votar em qualquer um, todos são ladrões mesmo”, que me atire a primeira pedra.

O que os políticos fazem com o dinheiro público é errado e é um problema nosso também. Mas para solucionarmos não basta reclamar, temos que ir à luta, fazer protestos, ir a assembleias para ganhar voz e fortalecer nosso movimento. Ficar na frente da televisão, do computador, na mesa do bar e nos preparando para o Carnaval não vai fazer com que os políticos roubem menos.

Mas o amadurecimento político demora. Então, comecemos pelo que está próximo de nós. Vamos exigir daquele vereador filho do nosso vizinho, no qual votamos na eleição passada, vamos questionar o que está acontecendo na região. Aí, vamos participar da assembleia de vereadores, falar o que está errado, botar a boca no trombone. Se não der certo, ainda temos a opção, graças a nossa liberdade de expressão garantida pela luta contra a ditadura, de nos manifestarmos publicamente. Vamos organizar um protesto e ir pra frente das Câmaras dos deputados, vamos ao Planalto Central, vamos fazer panfletagem, abaixo-assinados. Vamos nos movimentar, o que não podemos é aceitar as situações ruins e com as quais não concordamos e achar que são normais, que é um problema do “outro”, da presidente, mas não nosso.

“A União faz a força”.
           

Encontros & Conversas #1

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um brinde ao Obama

Por Vicente de Paula

Barack Obama, o “todo poderoso” está comemorando até hoje o feito da morte de um dos seus piores pesadelos: Osama Bin Laden. Em recente visita à rainha da Inglaterra, Elisabeth II, Obama cometeu uma “gafe real” típica dos presidenciáveis.

No jantar em Londres, Obama iniciou um brinde à rainha, mas a banda começou a tocar o hino britânico no meio do discurso do presidente americano. Sem perceber que a música era o hino da Inglaterra, Obama não interrompeu sua fala e seguiu falando. Ao final do brinde, o presidente foi o único a levantar o copo ficando totalmente constrangido, tendo em vista que todos os convidados “por respeito”, ficaram sentados esperando o encerramento da música após o encerramento da apresentação, a rainha e os demais convidados retomaram o brinde.

O momento histórico do brinde foi quando o presidente disse que na hora que começou a discursar, imaginou que a música fosse uma "trilha sonora para seu discurso”. A gafe partiu de quem escreveu o discurso de Obama. Em um dado momento do discurso, ao ler a frase “to Her Majesty the Queen”, era a hora da realeza começar a tocar o hino da Inglaterra. Obama não se deu conta, continuando o discurso e deixando todos os presentes atônitos e perplexos diante da falta de protocolo do presidente.

O coração a quem se ama

Por Vicente de Paula

Dia dos namorados chegando e a cruel dúvida: o que dar de presente a quem a gente ama. César e Alessandra namoram há cinco anos e vivem todos os dias as alegrias, conflitos e paixões a que estão submetidos todos os casais. No dia 12, os dois apaixonados prometem brindar a data com muito amor e surpresas inesperadas.

César um romântico a moda antiga, sempre presenteia a sua amada de forma original e especial. No ano passado, deu a ela uma viagem pra Fernando de Noronha com direito a simplicidades inesperadas como café na cama e um jantar bem romântico preparado por ele. Alessandra fica encabulada ao falar do namorado. Seu olhar brilha em meio à grande felicidade diária de ter um homem carinhoso e atencioso como César. ”César, parece não existir, tamanho é o seu carinho e amor intenso por nossa relação. Surpreende-me sempre com o seu jeito especial, e o seu caráter nobre e atencioso cuidando de mim da melhor forma possível. De fato, ele é o homem com quem eu quero estar para o resto da vida,” finaliza Alessandra.

Diante do amor e magia que ronda os casais nos dias dos namorados, é bom lembrar que cada casal tem suas particularidades e suas preferências em relação a esta data especial. Alessandra tem preferência por jantares românticos acompanhada de cinema à noite. Tudo pra ela se resume na intensidade de cada momento. Estar com que se ama não tem preço. César, o Dom Juan assumido, gosta de estar na presença na namorada.Sua vida agitada de engenheiro de uma multinacional, faz com que cada dia seja de grande espera.No fim de seu expediente,pega o celular e vai logo surpreendendo Alessandra com suas atitudes de apaixonado.”De vez em quando, até brigar vale a pena,atiça o nosso relacionamento e nos desperta para nossas limitações.Conflito na relação é fundamental para o autoconhecimento.Nisso também,esta a intensidade e a maturidade de um grande amor,”conclui.

Nesse dia 12, presentes originais e formas inusitadas aquecem o comercio e o coração dos apaixonados. Desde noites recheadas de amor em motéis, até mesmo os tão esquecidos carros de mensagem com flores, fazem parte dessa data especial. Há também vinhos, a grande preferência de presente para os seus amados. Alessandra diz que esse é uma das várias surpresas que pretende dar a César. Vinho, e outras coisas para regar a noite com chave de ouro. As mais ousadas abusam da originalidade de suas fantasias picantes e descontraídas para seduzir o amor na noite. Os motéis são as grandes procuras do dia. Reservas feitas com antecedência e produtos exóticos apimentam a relação deixando o casal mais apaixonado. Fantasias e aromatizantes são os mais procurados. César, diz prefere dar nesse dia, um presente simples, mas bem intenso. Só não falou a reportagem, para não quebrar o clima de expectativa e romantismo da data ao lado da namorada. Alessandra ficou ainda mais curiosa com a resposta do amado. ”César é sempre um apaixonado muito imprevisível. Fiquei curiosa agora.”

Essa data enfim, promete aquecer os corações. Presentear a quem se ama, é um gesto de carinho e dedicação a dois seres que buscam diariamente a felicidade completa. Mas o presente é só símbolo e intenção de suas vidas compartilhadas de muitas histórias. Todos os dias o que permanece e enriquece todo casal é ter a certeza de que mais que um presente enquanto objeto de uma grande euforia,o que vale mesmo é o presente concreto de ações pautadas pelo respeito e cuidado intenso a quem se ama,dando sem reservas todos os dias o coração. Pense. Amor é feito de detalhes, e nesses detalhes é que se encontra a felicidade.

Nada Mudou

Por Larissa Moura

Desde o descobrimento do Brasil a palavra de ordem é desmatar. Para conquistar, para angariar riquezas, para ter poder. Antes, o desmatamento era visto como uma obrigação, afinal a colônia deveria servir Portugal, seu país colonizador, com matérias-primas. E lá se foi nosso pau-brasil, nossos diamantes e, principalmente, ouro. Ah, o ouro... deixou Igrejas em Portugal, fábricas na Inglaterra e buracos no Brasil.


Atualmente, ainda existe a gana por enriquecimento fácil e o desmatamento, principalmente da região norte brasileira, está desenfreado. Vemos nos noticiários, quase diariamente, queimadas na Floresta Amazônica, extrativismo ilegal e mortes. Fim da vida de imensos carvalhos, jacarandás, jatobás, mognos, seringueiras. Ah, e não podemos deixar de fora os cidadãos corajosos que lutam contra esta violência chamada desmatamento.


Não precisamos ir muito longe para nos lembrar de pessoas mortas por denunciarem abusos de grandes latifundiários e madeireiros. No dia 24 de maio de 2011, os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram mortos em uma emboscada por denunciarem fazendeiros e madeireiros que cometiam o desmatamento ilegal e a grilagem de terras. Ambos eram ameaçados desde 2008 e o descaso das autoridades culminou na emboscada que os levou à morte.  Podemos lembrar também a missionária norte-americana Dorothy Stang, morta em 12 de fevereiro de 2005 e  Chico Mendes, líder dos seringueiros, morto em 1998, ambos assassinados por denunciar os crimes contra o meio ambiente.


Parece que estamos ainda no período colonial, em que o que manda é o poder, conseguido através do dinheiro, muitas vezes sujo de sangue e seiva. Não evoluímos, continuamos seguindo a filosofia colonialista de enriquecimento. Não adianta fazermos campanhas nacionais do tipo “Salve a Amazônia” apenas; o Estado deve punir rigorosamente os criminosos e proteger os denunciantes, que ficam a mercê de embocadas, com suas cabeças valendo generosos prêmios. Não estamos em época de colonização e tão pouco faroeste. Está na hora de percebermos que nada mudou e precisamos evoluir.